A prática em foco

Entrevistas 11 novembro 2009 | 2.610 comentários

Botar a mão na massa, aprender na prática. Para Reynaldo Migliavacca Neto, 25, e Andreas Nicola Ravizzoni, 20, esse é o grande destaque da Formação de Produtores e Músicos de Rock. Os dois alunos, que se formam no final do ano, apontam a experiência em estúdio como o grande diferencial do curso. “Nós gravamos fora do campus, normalmente em Porto Alegre. Isso é muito bom para conhecer os estúdios, fazer um trabalho de produtor mesmo”, afirma Reynaldo. “Essas visitas acrescentam muito. A gente está conseguindo muitos contatos que não estariam ao nosso alcance de outra forma”, completa Andreas.

Frank Jorge, coordenador do curso, explica que a ideia é oferecer mais que um ambiente de laboratório, comum nas universidades: “Eles convivem com profissionais do meio musical. O curso não cria uma situação fictícia, para o aluno imaginar como é. Ele trabalha no mercado”. Reynaldo, baterista da banda Severo em Marcha, e Andreas, que se lança em carreira solo, no último semestre tiveram a oportunidade de montar uma banda com os colegas e gravar um disco. Apesar de não terem intenção de levar adiante o Fellas, como o projeto foi chamado, a gravação deu bagagem aos guris. “Foi muito bacana. Nós microfonamos, mixamos tudo com a ajuda dos professores”, conta Reynaldo.

A preparação para encarar a música como atividade profissional também é um ponto importante. Para Reynaldo e Andreas, que tocam desde crianças, buscar o curso foi uma questão de profissionalização. “Eu procurei o curso porque quero me lançar como músico.  Eu pensava ‘bah, não vou fazer música, vou fazer publicidade para aprender como se faz a divulgação de um músico’. Aí encontrei o curso, que é exatamente isso. É mais focado”, revela Andreas. Mas se engana quem pensa que a “escola do rock” é só para quem domina um instrumento. “Não é um requisito fundamental a prática do instrumento. O aluno pode não ser um grande instrumentista, mas ele pode ser um bom vocalista, ou pode querer se dedicar exclusivamente à produção”, explica João Paulo Sefrin, que coordena o curso ao lado de Frank.

Confira o som do Fellas!