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	<title>Música se aprende &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Entrevista: Alexandre Bertoluci da Opinião Produtora</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 15:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
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Alexandre Bertoluci é Coordenador de Produção do Bar Opinião e da Opinião Produtora. Qualquer gaúcho que curta rock conhece a tradicional casa de shows da Cidade Baixa. Na verdade, os tentáculos do mítico bar da José do Patrocínio vão muito além do bairro boêmio, em que também está situada a produtora, uma das principais do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i188.photobucket.com/albums/z71/revistanoize/Opiniao.jpg" alt="Bar Opiniao" /></p>
<p>Alexandre Bertoluci é Coordenador de Produção do Bar Opinião e da Opinião Produtora. Qualquer gaúcho que curta rock conhece a tradicional casa de shows da Cidade Baixa. Na verdade, os tentáculos do mítico bar da José do Patrocínio vão muito além do bairro boêmio, em que também está situada a produtora, uma das principais do sul do país. Hoje a família de empreendimentos inclui também o Pepsi On Stage, destino certo de grandes espetáculos na Capital, o que, segundo Alexandre, tem aumentado a carga de trabalho significativamente. O Música se Aprende bateu um papo com o produtor sobre a trajetória pessoal dele, a rotina do Opinião, e as dificuldades e maravilhas de se trabalhar com produção de espetáculos. Confere aí!</p>
<p><strong>MSA:</strong> Como você foi parar no Opinião? De que maneira se direcionou para a coordenação de produção? </p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Um amigo meu trabalhava com o alemão (Alexandre Lopes) em um escritório de importação e exportação, ele ficou sabendo que o alemão ampliaria o Bar Opinião e necessitaria que alguém movimentasse a casa durante a semana, pois o Opinião abria somente nas sextas e sábados. Comecei a fazer eventos nas quintas-feiras, a maioria de formandos de universidades gaúchas. Em seguida fiz algumas festas, a coisa foi aumentando, até que veio o primeiro show, Edgard Scandurra (turnê do disco Amigos Invisíveis, de 1989), depois aquela tour do Fausto Fawcett e as Loiras, os Paralamas do Sucesso, e aí nunca mais paramos de fazer shows. Comecei sozinho, ralando muito, sem experiência alguma. Em seguida vieram algumas pessoas que davam ideias, uns trabalharam por algum tempo, mas foi quando veio o Diego que a produtora começou a ter cara de produtora, em seguida chegaram o Rodrigo e o Gabriel, o Alemão e o Magrão largaram tudo que faziam fora o bar e se atiraram de cabeça conosco, e foi mais ou menos assim que tudo começou.<br />
 <br />
<strong>MSA:</strong> O Rio Grande do Sul tem alguma característica específica que o produtor deve levar em conta?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Não sei se característica, mas é que aqui pelo sul acontecem menos produções que no centro do país (Rio-SP), ou seja, não é toda hora que tem uma produção acontecendo. Hoje em dia temos duas casas para administrar (Opinião e Pepsi On Stage), isso por si só já nos dá um montante de trabalho bem grande, mas não são todos os produtores que têm esta oportunidade de trabalho, a coisa por aqui ainda está começando, há poucas casas de espetáculo&#8230;<br />
 <br />
<strong>MSA:</strong> O Opinião e a Opinião Produtora já trouxeram gente do naipe de Bob Dylan, Kiss, Metallica, Red Hot e Eric Clapton. Quais as principais dificuldades de se produzir eventos de grande porte? De que maneira se pode solucioná-las?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Rush, Mark Knopfler, REM, Lenny Kravitz, Daiana Krall, Joss Stone, George Benson, Nora Jones, Jamie Cullum – alguns shows em estádio de futebol, outros em teatros, outros em nossas casas. Não existem dificuldades pontuais, e sim imprevistos em produção. É nessa hora que um produtor de eventos precisa ter habilidade e agilidade para poder tomar decisões acertadas, e isso só se conquista com o tempo.<br />
 <br />
<strong>MSA:</strong> Dentre todos os shows que produziste, qual foi o mais complicado? E o mais gratificante? </p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Os mais complicados foram Kiss e Metallica, porque aconteceram no Jockey Club de Porto Alegre, um lugar nunca antes utilizado para eventos deste porte, muitas situações novas, inclusive matar formigas&#8230; O mais gratificante foi fazer o festival e Sanary, no sul da França, em 1998 e 1999.<br />
 <br />
<strong>MSA:</strong> Existe algum limite para as exigências dos artistas em relação a camarim, tratamento etc?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Os artistas colocam suas necessidades, quando vamos contratar já sabemos das necessidades e exigências deles, não podemos reclamar, pois tudo está em contrato. É claro que alguns artistas nem dão atenção para nós, empresários e produtores, possuem uma postura um tanto quanto distante, não se misturando, mas para isso a gente nem dá bola.</p>
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		<title>Entrevista: Miranda, o produtor.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 15:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i188.photobucket.com/albums/z71/revistanoize/miranda.jpg" alt="" width="500" height="282" /></p>
<p>Carlos Eduardo Miranda, ou apenas Miranda, como é mais conhecido entre os iniciados do rock gaúcho, é um cara franco. Fala o que pensa, e fala tudo na cara. “É o meu jeito, eu sou assim mesmo”, assume o produtor. Se para alguns essa postura pode significar muitas portas fechadas, esse não é o seu caso. “Foi a franqueza que me abriu muitas delas”, afirma. Mesmo com a língua afiada, ele acumula sucessos ao longo de duas décadas de carreira. Atualmente no comando do site TramaVirtual, ele foi o responsável por lançar ao mundo a Cansei de Ser Sexy. Em bate-papo com o MSA, Miranda falou ainda sobre criação e produção, postura profissional e deu dicas de “como chegar lá” para as bandas iniciantes. Confira na íntegra:</p>
<p><strong>MSA:</strong> Tu já estiveste no palco, com a Urubu Rei e outras bandas, e se firmou nos bastidores, com a produção. Para ti, o que foi mais prazeroso? Fazer ou produzir música?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> Olha, não tem muita diferença entre produzir ou fazer. As duas coisas podem ser legais, o que importa é o quanto aquilo que tu está fazendo realmente é verdadeiramente teu, e o quanto isso te abastece a alma. Produzindo eu fiz muito mais coisas do que como artista, então a maior parte do prazer que eu tive na vida com o trabalho musical foi com certeza na produção. Só por uma questão mesmo de oportunidade que eu tive.</p>
<p><strong>MSA:</strong> E como tu te envolveste com produção? Como começou essa história?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> Ah, eu comecei a trabalhar para o teatro, sem cobrar, só para poder usar o estúdio de graça. O pessoal me pagava o estúdio, e eu fazia a trilha. Aí nessas eu acabei pegando uma boa prática de estúdio. Não foi intencional isso, mas acabou me levando à produção. Aí como eu estava familiarizado com o estúdio, quando algum amigo ia gravar uma demo me chamava para dar uma força. Então eu produzi duas músicas do Júlio Reny numa coletânea, um compacto do Pupilas Dilatas&#8230; E aí começou a minha carreira, aos poucos. Eu fiz o selo Vórtex junto com o Wander e os Replicantes. Eu acho que o  Vórtex foi o grande estopim, me abriu caminhos em São Paulo. E era um trabalho ruim, eu compilava coisas, botava trabalho artístico meu na roda também, mas foi isso que me fez ficar conhecido por lá.</p>
<p><strong>MSA:</strong> Tu és conhecido por ter um temperamento forte. Isso já fechou alguma porta?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> Não, pelo contrario, foi a franqueza que me abriu muitas delas. Eu nunca entrei no embalo de ninguém, sempre segui os meus próprios princípios, e isso me garantiu sempre muito respeito. Muitas vezes, mesmo errando, eu dei minha opinião e fiquei firme nela. Sempre tive um ponto de vista relevante. E embasado, que é uma coisa importante, sem falar mal por falar mal.</p>
<p><strong>MSA:</strong> Qual foi a maior roubada em que tu te meteste, dentro da produção?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> Eu nunca me senti numa roubada. Eu já fiz trabalhos complicados, coisas maiores do que eu tinha medido&#8230; Mas eu nunca chamaria de roubada, porque foram coisas que tiveram um resultado legal, que me fizeram muito feliz. Então não há nada que eu possa chamar de roubada na minha carreira.</p>
<p><strong>MSA:</strong> E qual foi o tiro no escuro que deu certo? Aquilo que tu jamais pensarias que funcionaria, e no final deu bons resultados?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> Acho que nunca teve exatamente isso. Aconteceu mais o contrário, de coisas que eu acreditei muito que aconteceriam, e lamentavelmente não vingaram. Vivi isso várias vezes, e sempre foi muito triste. Não chega a ser uma decepção, mas tu ficas um pouco frustrado de não ter atingido aquilo que tu esperavas. O que acontece às vezes é uma banda que eu acreditei que ia trabalhar, ir atrás, não fazer isso tanto quanto deveria. Isso é muito ruim.</p>
<p><strong>MSA:</strong> Por último, que dica tu darias para as bandas que estão começando? O que é essencial que elas façam?</p>
<p><strong>MIRANDA:</strong> O essencial é trabalhar sério. Ensaiar muito, mas muito mesmo, não duas vezes por semana como a galera faz aí. Tem que ser todo dia, dedicar várias horas para isso. Conseguir bom equipamento também é fundamental. Nos shows, basicamente se ganha no grito. Quem falar mais alto, quem fizer o som mais foda é que vai se destacar. O equipamento e a técnica de execução precisam ser impecáveis. Ter autocrítica, não achar que está tudo bom, que tanto faz. As coisas têm que ser boas de verdade.  Viajar, fazer contatos, também é muito importante. Assistir aos shows de outros músicos, não ficar vivendo no seu mundo. Nesse meio, ninguém consegue nada sozinho. É preciso fazer uma cena, fazer parte de uma cena, conviver numa cena. Senão nada acontece.</p>
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		<title>A sinfonia roqueira do Superguidis</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 10:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a amarga sinfonia do superstar]]></category>
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Eles estão na estrada desde 2002. Começaram em Guaíba, mas com o segundo disco ganharam atenção internacional. Os guris da Superguidis, que agora aguardam o lançamento do terceiro trabalho, ainda sem nome definido – “acho que gente vai deixar ele sem nome&#8230; vai ser o &#8220;terceiro&#8221; mesmo”, brinca o vocalista e guitarrista Lucas Pocamacha  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i188.photobucket.com/albums/z71/revistanoize/guidis.jpg" alt="" width="500" height="282" /></p>
<p>Eles estão na estrada desde 2002. Começaram em Guaíba, mas com o segundo disco ganharam atenção internacional. Os guris da Superguidis, que agora aguardam o lançamento do terceiro trabalho, ainda sem nome definido – “acho que gente vai deixar ele sem nome&#8230; vai ser o &#8220;terceiro&#8221; mesmo”, brinca o vocalista e guitarrista Lucas Pocamacha  – colhem os frutos de<em> <a href="http://www.superguidis.com.br/" target="_blank">A Amarga Sinfonia do Superstar</a></em> (2007). Apesar de Lucas descrever o caminho percorrido pela banda como “ relativamente longo”, eles chegaram rápido a uma posição que muitas bandas almejam – e de forma independente. Lançado pela Senhor F Discos no Brasil e na Argentina, sob o selo Scatter Records, <em>A Amarga&#8230; </em>ganhou boas críticas em terras hermanas. Argentina e Uruguai já estão incluídos na turnê do próximo disco, mixado em Nova York pelo produtor Kyle Kelso, e que deve sair em março de 2010. A presença constante na internet também foi importante para a banda, onipresente nas redes sociais. “Sem internet e ferramentas digitais nunca teríamos chegado aos ouvidos do Fernando Rosa, e sabe-se lá onde estaríamos hoje”, afirma Lucas. Foi na rede que Robert Pollard e Doug Gillard, do <a href="http://www.myspace.com/guidedbyvoices" target="_blank">Guided by Voices</a>, elogiaram o som da banda. Mais especificamente no MySpace, onde adicionaram os Guidis. Confira o bate-papo na íntegra:</p>
<p><strong>MSA:</strong> <em>A Amarga Sinfonia do Superstar </em>é um marco na carreira de vocês. Como foi o caminho até ele, quais foram as maiores dificuldades até chegar nesse trabalho?</p>
<p><strong>LUCAS:</strong> Foi um caminho relativamente longo! A gente começou em 2002. Em 2003 e 2004 vieram as duas primeiras demos, e uma compilação das duas. Em 2005 gravamos o primeiro disco, que só foi lançado em 2006 pelo Senhor F Discos. Esse disco, que foi gravado caseiramente pelo Rafael Sonic, nosso bróderzão de Guaíba, foi o que abriu as portas pra gente. Tanto pra visibilidade nacional no circuito independente, quanto pra um contato mais próximo com o Fernando Rosa, do selo <a href="http://www.senhorf.com.br/agencia/main-senhorf-discos.jsp?codSessao=39" target="_blank">Senhor F Discos</a>. Foi aí que começou a ralação mesmo. Tocar em vários lugares, perder um monte de aulas, passar fins de semana sem dormir nem comer direito&#8230; Acho que essa vivência nos ajudou bastante a descobrir o que a gente queria de verdade com a nossa música. Depois disso, já tínhamos repertório pra gravar um segundo disco. Foi tudo diferente, é o segundo disco, muitas bandas mal chegam ao primeiro! Fora isso, a gente nunca tinha feito um disco assim mais profissional. o primeiro tinha sido gravado quase de brincadeira, e no segundo a gente já teve que lidar com problemas mais sérios como ter um produtor apontando os erros e toda uma preocupação maior com os arranjos e detalhes. No fim das contas ficamos muito orgulhosos do nosso trabalho.</p>
<p><strong>MSA:</strong> No Brasil ele foi lançado pela Senhor F Discos, na Argentina pela Scatter Records. Com funciona esse esquema de duplo lançamento? Como foi a receptividade do disco na Argentina, onde vocês já são bem conhecidos?</p>
<p><strong>LUCAS: </strong>Pois é, o Fernando Rosa, dono do nosso selo, tem essa parceria com o pessoal da Scatter lá na Argentina. Inclusive o selo também distribui alguns títulos da Scatter no Brasil. É bem interessante! Pra nós está sendo ótimo isso. Segundo a Silvie da Scatter, tem vendido bastante os nossos discos lá na Argentina, especialmente logo depois que nós fomos lá pela primeira vez em 2007. Aliás, foi um dos shows mais importantes da nossa carreira na minha opinião. Pela primeira vez tocamos pra um público que não conhecia nenhuma das nossas músicas. A recepção surpreendeu o mais otimista, foi incrível!</p>
<p><strong>MSA: </strong>Outra característica importante da banda é o uso da internet. Como é esse contato direto com o público, e quanto do sucesso atual da banda vocês atribuem ao uso dessas ferramentas? Contribuiu, ou nem tanto?</p>
<p><strong>LUCAS: </strong>Pô, foi essencial! Sem internet e ferramentas digitais nunca teríamos chegado aos ouvidos do Fernando Rosa, e sabe-se lá onde estaríamos hoje. O contato com a galera é bem divertido, é legal saber a opinião de quem nos ouve. Nos interessamos muito por isso, e sempre pedimos conselhos pro pessoal da comunidade do Orkut.</p>
<p><strong>MSA: </strong>Em que ponto a banda resolveu procurar produção? E como começou a parceria com o Phillipe Seabra, que produziu A <em>Amarga Sinfonia&#8230;</em>, e agora também o novo disco? Foi uma questão de afinidade?</p>
<p><strong>LUCAS:</strong> A coisa é que o Seabra é co-fundador do Senhor F Discos. E ele tem um baita estúdio lá em Brasília, daí a maioria das bandas do selo vai gravar lá com a produção dele. Foi daí que começou a parceria. O terceiro disco foi a mesma coisa.Gostamos muito do trabalho dele no nosso segundo disco. O terceiro ficou incrível também.</p>
<p><strong>MSA:</strong> Por falar em novo disco, como está rolando a mixagem e masterização nos EUA?<br />
Já há alguma previsão de nome e data de lançamento? O que vocês esperam dessa nova turnê?</p>
<p><strong>LUCAS: </strong>Cara, a mixagem já está pronta! Só estamos esperando o Gustavo Dreher finalizar a masterização. Mas no fim o disco vai ser lançado em março de 2010. Achamos melhor esperar, porque senão ia ficar estranho lançar em dezembro e esperar até março pra começar a divulgar. Mas como prêmio pra todo mundo que tá esperando impaciente, a gente vai incluir um segundo CD com todo o áudio do show acústico que gravamos agora em 2009. Daí no fim do ano de 2010 vai rolar o DVD com o show completo. Vai ser diversão garantida! Quanto a nome, acho que gente vai deixar ele sem nome&#8230; vai ser o &#8220;terceiro&#8221; mesmo. E em relação à turnê&#8230; Queremos tocar em todos os lugares possíveis, já estamos cheios de convites pra tocar em várias cidades por aí, mas o grande problema é a questão financeira. Todos nós temos compromissos aqui em Porto Alegre, e isso impossibilita viagens muito longas, pra ficar uma ou duas semanas fora de casa. Acabamos ficando presos aos fins de semana, o que torna tudo mais caro.</p>
<p><strong>Curtam a banda tocando &#8220;Malevolosidade&#8221; no programa TramaVirtual.</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/I-E9YkStZqs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/I-E9YkStZqs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="www.noize.com.br">Foto: Rafa Rocha/NOIZE</a></p>
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		<title>A prática em foco</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Botar a mão na massa, aprender na prática. Para Reynaldo Migliavacca Neto, 25, e Andreas Nicola Ravizzoni, 20, esse é o grande destaque da Formação de Produtores e Músicos de Rock. Os dois alunos, que se formam no final do ano, apontam a experiência em estúdio como o grande diferencial do curso. “Nós gravamos fora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Botar a mão na massa, aprender na prática. Para Reynaldo Migliavacca Neto, 25, e Andreas Nicola Ravizzoni, 20, esse é o grande destaque da Formação de Produtores e Músicos de Rock. Os dois alunos, que se formam no final do ano, apontam a experiência em estúdio como o grande diferencial do curso. “Nós gravamos fora do campus, normalmente em Porto Alegre. Isso é muito bom para conhecer os estúdios, fazer um trabalho de produtor mesmo”, afirma Reynaldo. “Essas visitas acrescentam muito. A gente está conseguindo muitos contatos que não estariam ao nosso alcance de outra forma”, completa Andreas.</p>
<p>Frank Jorge, coordenador do curso, explica que a ideia é oferecer mais que um ambiente de laboratório, comum nas universidades: “Eles convivem com profissionais do meio musical. O curso não cria uma situação fictícia, para o aluno imaginar como é. Ele trabalha no mercado”. Reynaldo, baterista da banda <a href="http://www.myspace.com/severoemmarcha" target="_blank">Severo em Marcha</a>, e Andreas, que se lança em carreira solo, no último semestre tiveram a oportunidade de montar uma banda com os colegas e gravar um disco. Apesar de não terem intenção de levar adiante o <a href="http://www.myspace.com/fellasbanda " target="_blank">Fellas</a>, como o projeto foi chamado, a gravação deu bagagem aos guris. “Foi muito bacana. Nós microfonamos, mixamos tudo com a ajuda dos professores”, conta Reynaldo.</p>
<p>A preparação para encarar a música como atividade profissional também é um ponto importante. Para Reynaldo e Andreas, que tocam desde crianças, buscar o curso foi uma questão de profissionalização. “Eu procurei o curso porque quero me lançar como músico.  Eu pensava &#8216;bah, não vou fazer música, vou fazer publicidade para aprender como se faz a divulgação de um músico&#8217;. Aí encontrei o curso, que é exatamente isso. É mais focado”, revela Andreas. Mas se engana quem pensa que a “escola do rock” é só para quem domina um instrumento. “Não é um requisito fundamental a prática do instrumento. O aluno pode não ser um grande instrumentista, mas ele pode ser um bom vocalista, ou pode querer se dedicar exclusivamente à produção”, explica João Paulo Sefrin, que coordena o curso ao lado de Frank.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/fellasbanda " target="_blank">Confira o som do Fellas!</a></p>
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		<title>Música se aprende, sim!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde sempre os limites entre talento e trabalho são questionados no meio artístico. Até que ponto é importante certo jeito para a coisa? Quanto afinal depende  do empenho do artista, do seu domínio da técnica? Para João Paulo Sefrin, coordenador do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Unisinos, a vocação é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde sempre os limites entre talento e trabalho são questionados no meio artístico. Até que ponto é importante certo jeito para a coisa? Quanto afinal depende  do empenho do artista, do seu domínio da técnica? Para João Paulo Sefrin, coordenador do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Unisinos, a vocação é necessária sim. Mas para desenvolvê-la, é preciso estudo e dedicação. &#8220;Ela sozinha não se basta. É preciso estudar, experimentar, ouvir muita coisa, ler e pesquisar muito&#8221;, afirma. E completa: &#8220;Há um ditado que diz que a música é 10% inspiração, 90% transpiração. De certa forma, é muito verdade isso&#8221;.</p>
<p>No curso da Unisinos, essa &#8220;transpiração&#8221;  se divide em conteúdo teórico em sala de aula e prática no estúdio. A teoria tem como foco a construção de uma identidade musical de cada aluno, sem preconceitos ou fórmulas prontas. &#8220;Tem todo um contexto de história da musica, do desenvolvimento de uma linguagem musical que os alunos precisam ter mesmo se dedicando ao rock e à música popular de modo geral. Eles precisam desenvolver uma linguagem musical através da qual eles possam se comunicar com qualquer músico, de qualquer parte do mundo. Nesse aspecto, a minha contribuição é bastante grande&#8221;, conta Sefrin, que é bacharel em música, com habilitação em regência.</p>
<p>O maestro é quase o contraponto de Frank Jorge, também coordenador. Além da carreira solo, Frank é conhecido na cena de rock gaúcha por seu trabalho ao lado das bandas Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica e Cowboys Espirituais. Filho dos anos 80, aprendeu na prática o que passa hoje aos alunos do curso. Tudo foi pensado desde a elaboração da grade curricular. &#8221;Legislação, direito autoral, software de áudio, tudo isso eu aprendi na estrada. Pensei: tenho que colocar no curso&#8221;, conta o músico. Ao longo dos 5 semestres, esse conteúdo também é levado para o estúdio, onde os alunos ensaiam o cotidiano de uma produção de verdade. Fora do campus, em diversos estúdios de Porto Alegre, aprendem toda a rotina de gravação em trabalhos próprios e dos colegas. E algum talento já foi revelado nas salas da Unisinos? &#8220;Sim. A gente percebe alunos com um talento muito grande, e fico satisfeito de a gente poder oferecer a oportunidade de ele desenvolver esse dom que ele tem&#8221;, orgulha-se Sefrin.</p>
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		<title>Confiança é tudo &#8211; entrevista com Sandra Narcizo</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
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Cinquenta anos, mais de 20 deles dedicados à produção de espetáculos. Sandra Narcizo, atualmente no comando da MS2 Produtora, acumula conhecimento – e muitas histórias para contar. A produtora, que no inicio de sua trajetória fez amizade com Sting, quando o ex-líder do The Police veio a Porto Alegre, em 1987, hoje gerencia uma diversidade [...]]]></description>
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<p>Cinquenta anos, mais de 20 deles dedicados à produção de espetáculos. Sandra Narcizo, atualmente no comando da MS2 Produtora, acumula conhecimento – e muitas histórias para contar. A produtora, que no inicio de sua trajetória fez amizade com Sting, quando o ex-líder do The Police veio a Porto Alegre, em 1987, hoje gerencia uma diversidade de artistas. Além de seu trabalho no teatro, é responsável por atrações musicais que vão da MPB ao Rock. Entre eles, o compositor Marcelo Delacroix, a banda Izmália e o grupo uruguaio Fugata Tango. Para ter sucesso em mundos tão diferentes, ela revela que o segredo está na confiança. “O artista confia sua imagem e sua carreira ao produtor. É preciso muita confiança”, afirma.</p>
<p><strong>MSA: Como tu te envolveste com produção? Como tudo começou?</strong></p>
<p><strong>SANDRA:</strong> Na verdade eu comecei a fazer produção sem saber que fazia produção. Comecei a administrar eventos, contratações de shows, e fazia a organização em determinadas áreas. Área de alimentação, área de produção, de planejamento propriamente dito&#8230; E isso foi crescendo, porque quem começa a fazer produção não consegue parar mais. Na verdade, o que é a produção? É administrar uma área de um evento. Na medida do possível, tu vais aprendendo e abrangendo teu nível de atuação. Quando tu começas a trabalhar em um projeto que tem sucesso, outras pessoas que estavam envolvidas ou apenas assistindo acabam te contratando. Pedem um serviço, e depois outro e mais outro. Dentro da música, o primeiro grande evento no qual me envolvi foi a vinda do Sting a Porto Alegre.</p>
<p><strong>MSA: Tem uma história de que ele teria se encantado por ti&#8230;</strong></p>
<p><strong>SANDRA:</strong> Eu acho que ele gostou de trabalhar comigo. Mas pelo jeito dele, isso poderia acontecer com qualquer um que estivesse no meu lugar. Ele é de uma generosidade tremenda. Eu trabalhava na área de alimentação, e fiquei responsável pelo cardápio dele, que era macrobiótico na época. Então eu fiz cursos sobre a macrobiótica e o acompanhei nesse show. Foi engraçado porque eu parecia até enfermeira dele. Eu precisava usar um avental branco, do setor de alimentação, e como ele gostou muito de mim, andava para cima e para baixo com ele. No final das contas ele assinou o meu avental, que acabou indo para a lavanderia. Foi terrível, apagou o nome todo.</p>
<p><strong>MSA: Se existisse um curso como o da Unisinos quando tu começaste, tu terias feito? Ou foi melhor aprender com a experiência?</strong></p>
<p><strong>SANDRA:</strong> Com certeza. É importante que existam escolas que preparem para o mercado. Mas por outro lado, eu acho que a minha geração teve certa vantagem. Como quebramos a pedra para construir o muro, acabamos aprendendo muito, por feeling e por necessidade. Era uma outra época, tudo era mais informal. Não existia nenhum curso aqui, só no exterior. Quem se envolvia com produção eram pessoas que estudavam antropologia, letras, sociologia, administração. Se tu tinhas determinado conhecimento, era contratado. Hoje está tudo mais profissional, tudo é visto mais como negócio. Sempre foi um negócio, mas não havia essa consciência mais comercial. A gente fazia tudo por amor à arte.</p>
<p><strong>MSA: Como é transitar em universos tão diferentes como a MPB e o Rock, dentro da produção? Afinal, se lida com diferentes públicos, abordagens,  locais de apresentação…</strong></p>
<p><strong>SANDRA:</strong> É um pouco diferente. A maioria das produtoras foca em determinado segmento. Tem duas, três bandas, mas todas no mesmo estilo. E não é fácil. É uma coisa de 24 horas, de viver envolvido. A gente está sempre investigando um lugar para fazer show, um lugar para um evento, procurando artistas, fazendo divulgação, elaborando estratégias. Mas é inevitável não ampliar. Tu és levado a isso, percebe que essa condição existe. Para tu teres uma ideia, agora estamos abrindo um selo para divulgar os artistas em todo o país. Vai se chamar MS2 Records. Inauguramos no começo do ano que vem, com o Daniel Drexler e a Ana Prada. Aconteceu naturalmente, partiu dos artistas. Eles pediram que fizéssemos isso. E esse é o grau de confiança que eles têm na gente. O artista confia sua imagem e sua carreira ao produtor. É preciso muita confiança.</p>
<p><strong>MSA: Por último, que conselho tu darias aos jovens que se iniciam agora na produção?</strong></p>
<p><strong>SANDRA:</strong> Primeiro, identificação. Tu tens que te identificar com a área, não dá para fazer uma coisa só porque tu achas que pode. Segundo, informação. É fundamental buscar profissionalização e conhecimento, tanto financeiro quanto de causa. Não dá mais para ser amador. Terceiro, bons relacionamentos. Isso tu tens que ter para o resto da tua vida. Fora isso, paixão absoluta. Paixão é tudo o que tu precisas para isso. É muito difícil, é muita responsabilidade, é muita dor inclusive. São muitas as pedras no meio do caminho.</p>
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