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	<title>Música se aprende &#187; Matérias</title>
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		<title>5 discos que marcaram a década</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 17:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles ditaram moda, resgataram sonoridades, reinventaram regras de mercado. Se não são os melhores, com certeza figuram entre eles. E mais importante, marcarão para sempre os anos 2000 –  e por muito mais do que embalar festinhas e dores de cotovelo. Depois da lista que reuniu cinco gigantes da produção, o MSA apresenta cinco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles ditaram moda, resgataram sonoridades, reinventaram regras de mercado. Se não são os melhores, com certeza figuram entre eles. E mais importante, marcarão para sempre os anos 2000 –  e por muito mais do que embalar festinhas e dores de cotovelo. Depois da lista que reuniu cinco gigantes da produção, o MSA apresenta cinco grandes discos da década:</p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41NZ0Q6T3XL._SL500_AA240_.jpg" alt="" width="174" height="174" /><br />
<strong>Is This It, The Strokes (2001)</strong></p>
<p>No seu lançamento, o debut dos Strokes foi chamado pela crítica de &#8220;salvação do rock&#8221;, &#8220;a melhor banda de rock desde os Rolling Stones&#8221;. A verdade é que <em>Is This It</em> é um grande disco de rock dos nova-iorquinos, com uma grande herança das bandas conterrâneas das décadas de 60 e 70, que aparece na produção do disco: rock clássico, sem muitos efeitos eletrônicos. A estética do &#8220;menos é mais&#8221; predomina neste que foi eleito o disco da década pelo semanário inglês NME.</p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41S9GBCXAFL._SL500_AA240_.jpg" alt="" width="175" height="175" /><br />
<strong>Bloco do Eu Sozinho, Los Hermanos (2001)</strong></p>
<p>Contrariando a expectativa de lançarem outra Anna Julia, os Hermanos criaram um álbum inusitado – e por isso mesmo feliz. Com letras melancólicas, tons de samba e uma quantia generosa do hardcore que marcou seu primeiro disco, Bloco do Eu Sozinho sacudiu o rock nacional acomodado na balada fácil, viciado em fórmulas comerciais. E com ele a banda carioca, atualmente em hiato em função dos projetos paralelos de Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo, conquistou um público cativo. Comparável apenas à Legião Urbana, que reunia multidões ardorosas em estádios de futebol, os cariocas não tem fãs &#8211; mas seguidores.</p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/210D3ZRAGML._SL500_AA160_.jpg" alt="" width="172" height="172" /><br />
<strong>Whatever People Say I Am, That&#8217;s What I&#8217;m Not, Arctic Monkeys (2005)<br />
</strong></p>
<p>A auto-confiança presente no título se espalha pelas 13 faixas do disco de estréia do Arctic Monkeys. Em 2005, os britânicos reinjetaram na cultura pop inglesa (e mundial) a urgência do punk. Misturado a referências diversas, de Kinks a Smiths e Oasis, <em>Whatever people say… </em>resultou na amostra de como o indie rock podia soar agressivo e dançante nos anos 2000. A produção seca remete a Is This It, nas guitarras cortantes e na bateria marcada.</p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/61gGZcwziIL._SL500_AA240_.jpg" alt="" width="179" height="179" /><br />
<strong>In Raibows, Radiohead (2007)</strong></p>
<p>A sacada dos produtores de <em>In Rainbows</em> não está na sonoridade, que cada vez mais tece o rock com camadas eletrônicas ora densas, ora delicadas. Na verdade, o criticável em <em>In Rainbows</em> talvez seja a forma como a música do disco todo parece depender fortemente de truques de produção. Aguardado como todo disco do Radiohead tem que ser, <em>In Rainbows</em> inovou ao usar o download de mp3 ao seu favor. Disponibilizando o disco para todos, que podiam pagar o quanto achassem justo (inclusive nada), mostraram que nos dias de hoje os gigantes do rock precisam pensar bem mais que a música.</p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/31JxUr9t9ZL._SL500_AA200_.jpg" alt="" width="175" height="175" /><br />
<strong>Back to Black, Amy Winehouse (2006)</strong></p>
<p>Se na esfera pessoal a cantora britânica ficou fatalmente conhecida por resgatar os excessos dos ídolos do rock, com <em>Back to Black</em> ela conseguiu protagonizar um fenômeno muito mais interessante. O disco, incrivelmente maduro para os 23 anos que tinha à época do lançamento, levou o soul de volta às paradas musicais. Além da franca inspiração nos girl groups dos anos 1960, ela se diferenciou de suas contemporâneas com um vocal poderoso – do tipo raro que não precisa ser reconstruído com edição de áudio. Muito da bela produção deve ser atribuída ao trabalho de Mark Ronson, produtor nova-iorquino emergente, que nos últimos anos também trabalhou com Lily Allen e Kaiser Chiefs.</p>
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		<title>Use a internet a seu favor</title>
		<link>http://www.musicaseaprende.com.br/2009/11/23/use-a-internet-a-seu-favor/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[A internet pode ser a seara do músico independente que souber utilizar as ferramentas que o meio oferece. Não são poucas as opções de sites que podem auxiliar na divulgação da música, no estreitamento de contatos e no relacionamento com os fãs. Mas é claro, não pense que basta colocar sua banda em todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A internet pode ser a seara do músico independente que souber utilizar as ferramentas que o meio oferece. Não são poucas as opções de sites que podem auxiliar na divulgação da música, no estreitamento de contatos e no relacionamento com os fãs. Mas é claro, não pense que basta colocar sua banda em todo o buraco que encontrar na rede – ela não vai estourar assim.</p>
<p>Abaixo, alguns serviços que você provavelmente conhece, com dicas do que vale e do que não vale a pena fazer com eles.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com"><strong>Myspace:</strong></a><br />
A maior rede social do mundo é também um dos maiores catálogos de bandas independentes de todas as partes. Além da hospedagem de mp3, permite contatos pela troca de mensagens entre usuários e por comentários. Oferece serviço de blog e de galeria de fotos. Quer dizer, a princípio pode parecer que o Myspace é tudo de que você precisa.</p>
<p>O que vale a pena?<br />
Aproveitar que o serviço é gratuito e caprichar na aparência da página da sua banda, já que será sempre um dos primeiros resultados do Google. Existem templates gratuitos que conferem mais personalidade ao layout do seu Myspace. Enfim, um Myspace bonitão passa ideia de profissionalismo e preocupação com qualidade. E isso é muito bom.</p>
<p>O que não vale a pena?<br />
Acreditar que um Myspace todo cheio de enfeites substitui outras etapas do trabalho, como estabelecer uma rede de contatos e manter um canal de diálogo com o público atualizado (blog, twitter etc.). Para isso, existem outras ferramentas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Sites com templates legais para o Myspace:</span><br />
<a href="www.freelayouts.com">www.freelayouts.com</a><br />
<a href="www.myspacelibrary.com">www.myspacelibrary.com</a></p>
<p><a href="http://www.tramavirtual.com.br"><strong>Trama Virtual</strong></a><br />
Correspondente brasileiro do Myspace, o Trama Virtual é focado exclusivamente em música. Também oferece um player de mp3, com opção de download das músicas, além de álbum de fotos e formulário de contato. A vantagem: o serviço é brasileiro, a banda que se destaca aparece na página inicial da rede e ganha visibilidade no País.</p>
<p>O que vale a pena?<br />
Dar atenção para o Trama Virtual. Mesmo que o Myspace tenha tomado proporções muito maiores no mercado da música digital, uma página no Trama bem divulgada e abastecida ainda pode atrair o olhar de produtores e empresários brasileiros.</p>
<p>O que não vale a pena?<br />
Relegar a página da Trama Virtual ao segundo plano, como uma página que não receba atualizações. Acaba se tornando um cemitério de velhas canções, repleto de informações em desencontro com a página primária no Myspace, por exemplo.</p>
<p><a href="http://www.twitter.com"><strong>Twitter</strong></a><br />
O micro-blog é um grande terminal pelo qual passam informações de todas as partes. Bandas, pessoas, empresas – todo mundo aderiu à ferramenta de comunicação e troca de informação em 140 caracteres.</p>
<p>O que vale a pena?<br />
Usar o Twitter como complemento, uma interface pela qual a banda mantém a relação com o público, com atualizações ágeis e frequentes sobre gravações, shows e mesmo acontecimentos corriqueiros no dia a dia. É importante porque vai até o fã sem que ele precise acessar o site da banda.</p>
<p>O que não vale a pena?<br />
Um Twitter de banda sozinho não é nada. Não adianta ir na moda do micro-blog e esquecer do resto. Se ele não for usado em conjunto com Myspace, blog e fotolog, não tem força.</p>
<p><a href="http://www.sellaband.com"><strong>Sell a band</strong></a><br />
O Sell a Band é um serviço novo que coloca o fã na posição de sócio da banda. A rede social permite que se descubram bandas novas e se invista nelas. Difícil imaginar alguém fazendo isso na realidade brasileira, certo? Talvez, mas ainda assim o site tem serventia.</p>
<p>O que vale a pena?<br />
Bandas que possuam uma base legal de fãs podem associar o serviço a ações nos outros meios. Por exemplo: oferecer vantagens para fãs que contribuírem com qualquer doação, benefícios proporcionais à ajuda dada pelo fã, que motivariam a colaboração.</p>
<p>O que não vale a pena?<br />
Utilizar o site sem que haja promoções e benefícios associados às doações não vale a pena no Brasil. Mesmo que bastante gente conheça e goste da sua banda, a doação 100% voluntária é improvável e não compensa o esforço de aderir ao serviço e divulgá-lo.</p>
<p><a href="http://www.fotolog.com"><strong>Fotolog</strong></a><br />
O bom e velho fotolog ainda é um canal interessante de notícias e agenda. Cumpre um papel que o Twitter tenta substituir: juntar a foto à explicação do fato. Mas o fotolog tem a vantagem de apresentar as informações visual e textual na mesma página, o que permite que, por exemplo, se complemente a agenda da banda com a foto do último show.</p>
<p>O que vale a pena?<br />
Manter um fotolog com atualizações no mínimo mensais, e sempre divulgá-las no Twitter. Manter a agenda atualizada no fotolog, paralelamente com outros sites. Em todo o post do fotolog, colocar links para outros serviços de que a banda faz parte. Assim ele se torna mais do que um simples álbum de fotos.</p>
<p><strong>Então&#8230;</strong><br />
Quer dizer, os serviços online também têm mais força se utilizados em conjunto. Existem outros sites bacanas para descobrir e divulgar música. Segue uma pequena lista de serviços que podem interessar:</p>
<p><a href="http://www.pleimo.com">www.pleimo.com</a><br />
<a href="http://www.garagemp3.com.br">www.garagemp3.com.br</a><br />
<a href="http://www.last.fm">www.last.fm</a><br />
<a href="http://www.purevolume.com">www.purevolume.com</a></p>
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		<title>Gauleses Irredutíveis</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Os últimos anos foram generosos em histórias orais do rock. Lá fora, tudo começou com Coração Envenenado – Minha Vida com os Ramones, de Dee Dee Ramone, ex-baixista e fundador da banda. Foi essa biografia que inspirou Legs McNeil e Gillian McCain a escrever Mate-me Por Favor – Uma História Sem Censura do Punk, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.screamyell.com.br/literatura/gauleses.jpg" alt="" /><br />
Os últimos anos foram generosos em histórias orais do rock. Lá fora, tudo começou com Coração Envenenado – Minha Vida com os Ramones, de Dee Dee Ramone, ex-baixista e fundador da banda. Foi essa biografia que inspirou Legs McNeil e Gillian McCain a escrever Mate-me Por Favor – Uma História Sem Censura do Punk, que contava a história do gênero através do depoimento de seus protagonistas. Entre eles, ninguém menos que Lou Reed, Patti Smith, Iggy Pop e, é claro, os Ramones.</p>
<p>Enquanto o livro de Dee Dee só chegaria aqui em 2004, o livro dos editores da revista Punk virou sensação quando chegou ao Brasil no final dos anos 1990. Todos queriam o indiscreto volume com capa de fundo laranja e título em enormes garrafais pretas. Se hoje toda uma geração lamenta a divisão da obra em dois volumes, que perdeu metade da graça com a abolição da cor berrante, muitos também são o que choram o sumiço de um outro livro, esgotado em virtualmente todas as livrarias portoalegrenses.</p>
<p>Acontece que o livro de McNeil e McCain gerou frutos aqui no sul. Baseado nele, Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller escreveram o hoje lendário<em><strong> Gauleses Irredutíveis</strong></em>, no qual esmiuçaram o rock gaúcho nos mesmos moldes dos primos americanos. Lançado em 2001, o livro foi um sucesso imediato. Hoje disponível apenas em sebos (fica a dica para quem quiser comprar), Gauleses&#8230; reuniu personagens e causos memoráveis da nossa cena. Conheça alguns deles:</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/minimundomini">CARLOS EDUARDO MIRANDA</a></strong></p>
<p>Ele ganhou atenção de todo o país como o  “jurado mau humorado” do programa Ídolos, no SBT. Mas muito antes de se tornar uma espécie de Simon Cowell brasileiro, Miranda já era figura carimbada do rock gaúcho. Antes de imaginar se tornar produtor e executivo da gravadora Trama, o “não-músico” dirigiu os selos Banguela e Excelente, atuou como jornalista e integrou as bandas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques. E no palco ele era ainda mais agressivo que na frente das câmeras. Entre suas peripécias, ele conta no livro como foi repreendido após uma edição do festival Rock Unificado por jogar garrafas de plástico no público.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/jupiterapple">JÚPITER MAÇÃ</a></strong></p>
<p>Flávio Basso dispensa apresentações. Júpiter Maçã e Jupiter Apple em carreira solo, ele encabeçou as bandas TNT e Cascavelletes nos anos 1980. Compositor, multi-instrumentista e desvairado, escandalizou gerações com seus shows caóticos, tão pontuais quanto seu talento. No livro, ele conta como se ressentiu quando, na época do Cascavelletes, Frank Jorge resolveu voltar a tocar com a Graforréia paralelamente. Então decidiu sabotar o show com Alexandre Barea, baterista da banda. Mas os dois beberam muito antes, e a sacanagem ficou pela metade. “A gente chegou cambaleando, no meio da galera, empurrando todo mundo”, completa Barea.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/edukfrenetiko">EDU K</a></strong></p>
<p>Nascido Eduardo Dornelles, o líder do De Falla, afastado da banda desde 2004, passou a se dedicar à música eletrônica. Mas “o maior golpista da Gália”  ainda é mais  lembrado pelo seu trabalho no rock, no grupo que o fez famoso nacionalmente e em outros tantos. No livro, além de assumir que faz tudo por dinheiro, ele conta como quase apanhava, até da própria mãe, por sair na rua vestindo apenas um maiô: “Às vezes, vinha a polícia, ou parava um caminhão, e descia um monte de cara sedentos dizendo ‘vem cá, minha puta!’”.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/marcelobirck">MARCELO BIRCK</a></strong></p>
<p>Marcelo foi o primeiro vocalista e guitarrista da Graforréia Xilarmonica. Mas enquanto o irmão Alexandre seguiu no commando das baquetas na banda, ele resolveu ir para outras paragens e deu início a uma carreira solo. Como Miranda, também tornou-se produtor. Mas uma de suas histórias mais memoráveis no Gauleses tem mais a ver com os maiôs de Edu K. No livro, ele conta como surgiu o visual da Graforréia no seu início: “Minha mãe resolveu botar fora um monte de roupas démodé – e eu e o Frank Jorge resolvemos usá-las. Tinham uns modelos absurdos: umas ceroulas listradas de amarelo, vermelho e verde…”. “Daí, nos olhamos e dissemos: “vamos montar uma banda com isso!”, completa Frank.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/egistodalsanto">EGISTO DAL SANTO</a></strong></p>
<p>Egisto Dal Santo não pára. Além da Colarinhos Caóticos, ele já passou pelas bandas Ponto de Vista, Elektra, Groo Brothers, Acretinice Me Atray, Benedyct Eskine e Saltin Mantra. Em carreira solo, venceu Júpiter ao assumir em diferentes fases três nomes diferentes: Egisto Ophodge, Egisto 2 e Egisto Dal Santo, o mais recente. Como produtor já assinou mais de 40 discos. Entre eles, o clássico máximo de Flávio Basso, <em>A Sétima Efervescência</em>. Não satisfeito em produzir, Egisto também tocou para a gravação do disco. No livro, dá pra conferir como, durante um show da Colarinhos, a policia entrou pela segunda vez no antigo Garagem Hermética e fechou toda a rua Barros Cassal.</p>
<p><em>Gauleses Irredutíveis, </em>de Alisson Ávila, Cristiano Bastos e Eduardo Muller<br />
Editora: Sagra-Luzzatto<br />
Quanto: R$ 22 (267 págs.)</p>
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		<title>5 mestres da produção</title>
		<link>http://www.musicaseaprende.com.br/2009/11/09/5-mestres-da-producao/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nandoco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles produziram grandes nomes, transformaram gêneros musicais e fizeram história. No melhor estilo Rob, o aficionado por top fives vivido por John Cusack no filme Alta Fidelidade, o blog também fez a sua lista e reúne aqui cinco produtores essenciais na história da música.
PHIL SPECTOR

 
Se genialidade e loucura caminham mesmo juntos, Spector é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles produziram grandes nomes, transformaram gêneros musicais e fizeram história. No melhor estilo Rob, o aficionado por top fives vivido por John Cusack no filme Alta Fidelidade, o blog também fez a sua lista e reúne aqui cinco produtores essenciais na história da música.</p>
<p><strong>PHIL SPECTOR</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-20" title="philspector" src="http://www.musicaseaprende.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/philspector.jpg" alt="philspector" width="400" height="250" /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Se genialidade e loucura caminham mesmo juntos, Spector é a prova viva dessa máxima. Ele produziu ninguém menos que Elvis Presley, Tina Turner, Beatles, Ramones e Leonard Cohen. Ganhou fama com a “wall of sound”, técnica genial que criou nos anos 60. A parede de som consistia na combinação de guitarras tocando a mesma nota e instrumentos de orquestra, todos gravados em câmaras de eco. O resultado era um som denso e reverberante, que dava mais consistência para as transmissões mono da época. Genialidade à parte, durante toda a sua vida o produtor também acumulou boatos que especulavam sobre sua saúde mental. Entre eles, de que possuía o costume de apontar sua arma para os artistas com quem trabalhava. Em abril desse ano, ele foi condenado a 19 anos de prisão pelo homicídio da atriz Lana Clarkson.</p>
<p>Veja aqui os dez momentos mais esquisitos da trajetória de Spector:<br />
<a href="http://oldies.about.com/od/oldieshistory/a/weirdspector.htm" target="_blank"> http://oldies.about.com/od/oldieshistory/a/weirdspector.htm </a></p>
<p><strong>GEORGE MARTIN</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-21" title="Sir George" src="http://www.musicaseaprende.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/georgemartin.jpg" alt="Sir George" width="400" height="250" /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Embora negue o titulo, Martin é considerado o quinto beatle – com muito mérito. Em 1962, ele acolheu os fab four. Então diretor do selo Parlophone, da EMI, assumiu a tarefa de moldar a sonoridade ainda crua dos quatro, até então rejeitados por virtualmente todos os grandes selos britânicos. Era apenas o começo de uma longa relação. Ele produziu todos os álbuns dos Beatles, com exceção do problemático Let It Be*. Mais que isso, escreveu arranjos e assumiu os teclados em muitas das primeiras gravações da banda. Sua participação no crescimento dos Beatles é inegável. Após a dissolução do grupo, Martin ainda produziu dois duetos de Paul (Ebony and Ivory, com Stevie Wonder, e Say, Say, Say, com Michael Jackson). Seu último trabalho foi simbólico: para encerrar a carreira, ele escolheu produzir Love, o espetáculo do Cirque du Soleil com músicas remixadas dos garotos de Liverpool.</p>
<p>* Este último foi cria de Phil Spector, cujos desentendimentos com Paul McCartney culminaram com o lançamento de <em>Let It Be&#8230; Naked</em>, em 2003. O ex-beatle relançou o disco original, sem a participação de Spector, alegando que o produtor teria arruinado o disco com seus arranjos.</p>
<p><strong>BUTCH VIG</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-22" title="butchvig" src="http://www.musicaseaprende.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/butchvig.jpg" alt="butchvig" width="400" height="250" /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Butch Vig foi o grande produtor dos anos 1990. Embora muita gente não saiba, o baterista do Garbage não produziu apenas os discos de sua própria banda. Na verdade, ele já tinha bastante experiência na área antes de formá-la, em 1994. Vig foi o produtor de dois discos épicos: Nevermind, do Nirvana, de 1991, e Siamese Dream, do Smashing Pumpkins, de 1993. Com Nevermind, ele deu ao grunge os pedais big muff e os overdubs de guitarra que conquistaram o mundo. Com o disco dos Pumpkins, com quem já havia trabalhado em Gish, levou o rock alternativo a outro nível. Entre outros trabalhos, Vig também produziu os clássicos Bricks Are Heavy, do L7, e Dirty, do Sonic Youth. Seu último trabalho foi ao lado do Green Day, com 21st Century Breakdown. O disco foi lançado em maio desse ano.</p>
<p><strong>LEE “SCRATCH” PERRY</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-24" title="leeperry" src="http://www.musicaseaprende.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/leeperry.jpg" alt="leeperry" width="400" height="250" /></strong></p>
<p>Como Spector, Perry chama a atenção por sua aparente insanidade. Mas enquanto histórias de instabilidade e abuso de drogas ganham uma aura de ficção, é inegável a sua contribuição para o reggae e o dub. Ao lado de King Tubby, o produtor jamaicano lançou os dois gêneros para o mundo. Mesmo ao produzir figuras seminais como Bob Marley e os Wailers, não deixou de ser inovador. Pelo contrário – foi a experimentação que o fez famoso. O exemplo mais claro é o single People Funny Boy, primeiro a ser lançado pelo seu selo Upsetter, em 1968. Com uma batida notavelmente preguiçosa, a faixa marcou a transição do ska agitado para o reggae de raiz.</p>
<p><strong>RICK RUBIN</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-25" title="Rick Rubin - 2007" src="http://www.musicaseaprende.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/rickrubin.jpg" alt="Rick Rubin - 2007" width="400" height="250" /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como muitos roqueiros não conhecem o trabalho de Butch Vig, é provável que a maioria dos fãs de nu metal saibam o nome de Rubin apenas pela sua participação no álbum Minutes to Midnight, do Linkin Park. Mas enquanto os membros da banda de Chester Bennington apenas saíam das fraldas, nos anos 80 ele já fundia o rap ao hard rock e heavy metal ao lado do Run-D.M.C. Alçado ao estrelato ao se tornar o primeiro DJ dos Beastie Boys, e ao fundar a Def Jam Records ao lado de Russell Simmons, Rubin consolidou seu trabalho com o selo American Recordings. Com um estilo minimalista de produção, ficou famoso por eliminar cordas, backing vocals e reverb, preferindo vocais e instrumentos mais limpos. Nos últimos anos, o produtor também se dedicou a revigorar a carreira de artistas veteranos. Entre eles, Neil Diamond e Johnny Cash.</p>
<p>Aproveita e confere uns vídeos de músicas que tiveram o peso das mãos dos caras:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=l4H9yZBjgSI" target="_blank">PHIL SPECTOR: Ramones &#8211; Baby I Love You<br />
</a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ufF4PEjFRN8" target="_blank"> GEORGE MARTIN: Beatles &#8211; Lovely Rita (Martin tocou teclado nessa faixa)<br />
</a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=YIwUxq0BMSE" target="_blank"> BUTCH VIG: Smashing Pumpkins &#8211; Today<br />
</a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=po6yRpJFpKk" target="_blank"> LEE PERRY: Lee Perry &#8211; People Funny Boy<br />
</a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RI2IyHXJo5M&amp;feature=fvst" target="_blank"> RICK RUBIN: Beastie Boys &#8211; No Sleep Til Brooklyn</a></p>
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